Original em inglês escrito por Chris Lee, publicado no website de Life Assurance Ministries http://www.lifeassuranceministries.org/studies/covenants/index.html
Tradução livre e adaptada deste blog.
Romanos 14:1-6
No capítulo 9 vimos que a promessa do Novo Pacto é a vida eterna. Essa promessa é recebida somente por fé. Também vimos que o velho sinal de entrada, a circuncisão, há sido substituído por um sinal novo, o batismo. Vimos ainda que temos um novo sinal repetitivo, a Santa Ceia.
Isto traz a questão de como devemos considerar o sinal repetitivo do Velho Pacto. Os sinais do Velho Pacto são necessários para os cristãos sob o Novo Pacto adicionalmente aos sinais do Novo Pacto? Felizmente, a Bíblia tampouco fica calada neste assunto. A igreja recém-nascida foi dada inspiração à prova de erros quanto a essa questão.
No capítulo 10 gostaria de analisar uma passagem de Romanos que se refere à questão da observância de dias santos. A igreja Romana era uma igreja mista composta em parte de Judeus que viviam em Roma e que haviam aceitado a Jesus com o Messias e em parte de gentios Romanos que se entregaram a Cristo. Como é de se imaginar, houve muita tensão e atrito de culturas quando o Velho Pacto começou a dar lugar ao Novo Pacto. Muitos Judeus Cristãos seguiam apegados aos seus costumes e observâncias do Velho Pacto como sábados anuais, sábados mensais de lua nova, e o sábado semanal. Adicionalmente, continuavam apegados às leis alimentícias do Velho Pacto. Os gentios, que não eram circuncidados, nunca haviam estado sob o Velho Pacto e não observavam dias santos ou leis alimentícias. Estas diferenças estavam dividindo a igreja e eles necessitavam orientação de como deveriam lidar com elas.
É neste clima que o apóstolo Paulo escreveu o livro de Romanos, sob a divina inspiração do Espírito Santo. Note, se fosse requerido que os gentios cristãos guardassem qualquer sábado (anual, mensal ou semanal) ou qualquer lei alimentícia, este haveria sido o momento perfeito para que ele lhes instruísse. Obviamente, havia um debate na igreja e Paulo tinha em suas mãos a oportunidade perfeita para esclarecer o assunto de uma vez por todas. A direção inspirada de Paulo esclareceu a situação não somente para os Romanos mas para todos os crentes do Novo Pacto que haviam de vir.
Romanos 14:1-6 (João Ferreira de Almeida Atualizada)
1Ora, ao que é fraco na fé, acolhei-o, mas não para condenar-lhe os escrúpulos.
2Um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come só legumes.
3Quem come não despreze a quem não come; e quem não come não julgue a quem come; pois Deus o acolheu.
4Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio senhor ele está em pé ou cai; mas estará firme, porque poderoso é o Senhor para o firmar.
5Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente convicto em sua própria mente.
6Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz. E quem come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus.
Paulo poderia haver aproveitado esta oportunidade para dizer aos gentios que eles deveriam observar os sábados do Velho Pacto, mas ele não o fez porque não é verdade. Ao invés disso, Paulo buscou a paz na igreja dizendo que a observância de qualquer dia santo é uma questão totalmente pessoal, não uma obrigação. Se uma pessoa decidir guardar um dia em particular, então o farão para o Senhor e está bem. Se alguém decidir observar todos os dias da mesma forma, está bem também!
A observância de dias não é uma questão para os cristãos sob o Novo Pacto. Não é uma questão de salvação, nem de santificação, nem de santidade, nem de obediência, nem de verdade, não é questão alguma. Quando muito, é uma escolha pessoal. Paulo estressa o ponto de que não devemos julgar os outros com base em suas escolhas pessoais. E isso valia para ambos Judeus e gentios. Os Judeus não deveriam julgar aos gentios por não observarem as leis alimentícias e os dias santos. Os gentios por sua vez não deveriam julgar aqueles que eram mais fracos na fé (os Judeus Cristãos) por continuarem em suas tradições de leis alimentícias e observação dos sábados. Deveria haver harmonia e união na igreja ainda que houvessem práticas pessoais diferentes.
A única coisa que quebraria essa união seria se alguém começasse a ensinar que essas tradições do Velho Pacto eram na verdade requerimento para os cristãos sob o Novo Pacto. Tais ensinamentos necessitam uma resposta mais poderosa.
No capítulo 11 veremos como o apóstolo Paulo lidou com esses falsos ensinos.




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