Original em inglês escrito por Chris Lee, publicado no website de Life Assurance Ministries http://www.lifeassuranceministries.org/studies/covenants/index.html
Tradução livre e adaptada deste blog.
Gálatas Capítulo 3 – O Propósito da Lei
No capítulo 6 vimos que voltar à lei é adultério espiritual. Devemos morrer para a lei para que possamos viver por Cristo através do Espírito. Então, qual foi o propósito da lei? Paulo esclarece em Gálatas capítulo 3.
Gálatas 3:1-5 (João Ferreira de Almeida Atualizada)
1ó insensatos gálatas! quem vos fascinou a vós, ante cujos olhos foi representado Jesus Cristo como crucificado?
2Só isto quero saber de vós: Foi por obras da lei que recebestes o Espírito, ou pelo ouvir com fé?
3Sois vós tão insensatos? tendo começado pelo Espírito, é pela carne que agora acabareis?
4Será que padecestes tantas coisas em vão? Se é que isso foi em vão.
5Aquele pois que vos dá o Espírito, e que opera milagres entre vós, acaso o faz pelas obras da lei, ou pelo ouvir com fé?
Os crentes em Galácia haviam sido enfeitiçados por falsos professores que lhes dizam que eles estavam obrigados a guardar partes do Velho Pacto, incluindo dias santos (veja Gál. 4:8-11). Paulo lhes diz que tudo o que eles têm feito através da fé será em vão se eles agora retornarem à lei ao invés de continuarem no Espírito. De fato, ele os chama de insensatos por retornarem à lei. Ele então se volta a Abraão, quem viveu sob um pacto de fé e não de obras, como exemplo.
Gálatas 3:6-9 (João Ferreira de Almeida Atualizada)
6Assim como Abraão creu a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça.
7Sabei, pois, que os que são da fé, esses são filhos de Abraão.
8Ora, a Escritura, prevendo que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou previamente a boa nova a Abraão, dizendo: Em ti serão abençoadas todas as nações.
9De modo que os que são da fé são abençoados com o crente Abraão.
Cristãos gentios, como aqueles em Galácia, tinham algo em comum com Abraão; eles nunca estiveram sob o Velho Pacto. Nunca lhes foi requerido que observassem dias santos ou qualquer outra parte do Velho Pacto. Paulo defende o ponto que aqueles que são da fé são os verdadeiros herdeiros da promessa dada a Abraão, não aqueles que vivem sob a lei. Somos todos justificados da mesma forma que Abraão foi, pela fé. Não recebemos as bençãos de Deus através da lei, mas pela fé. Paulo continua e dá uma terrível advertência àqueles que estão debaixo da lei.
Gálatas 3:10-14 (João Ferreira de Almeida Atualizada)
10Pois todos quantos são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque escrito está: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las.
11É evidente que pela lei ninguém é justificado diante de Deus, porque: O justo viverá da fé;
12ora, a lei não é da fé, mas: O que fizer estas coisas, por elas viverá.
13Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro;
14para que aos gentios viesse a bênção de Abraão em Jesus Cristo, a fim de que nós recebêssemos pela fé a promessa do Espírito.
A menos que a pessoa seja capaz de guardar toda a lei perfeitamente, cada parte dela desde o dia em que nasceu até a sua morte, será amaldiçoada e estará sob a ira de Deus. Assim que, obviamente, ninguém poderá apresentar-se perante Deus como pessoa justa através da observância da lei. Aliás, esse é exatamente o oposto da fé. A lei não é de fé. Mas as Boas Novas, o Evangelho, é que Cristo nos redimiu da maldição da lei e da ira de Deus. Cristo tomou a maldição sobre Si mesmo e cumpriu a lei completa em Sua vida e morte. Isso tornou possível para os gentios participar das bençãos de Abraão mesmo que eles nunca receberam circuncisão (sinal do pacto de Abraão) ou guardaram o sábado (sinal repetitivo do Velho Pacto). Cristo cumpriu esses dois pactos. Ele cumpriu as promessas de ambos e aceitou a maldição do último. Os gentios nunca estiveram sob o Velho Pacto. Eles entraram num Novo Pacto e receberam a promessa do Espírito apenas através da fé.
Gálatas 3:15-18 (João Ferreira de Almeida Atualizada)
15Irmãos, como homem falo. Um testamento, embora de homem, uma vez confirmado, ninguém o anula, nem lhe acrescenta coisa alguma.
16Ora, a Abraão e a seu descendente foram feitas as promessas; não diz: E a seus descendentes, como falando de muitos, mas como de um só: E a teu descendente, que é Cristo.
17E digo isto: Ao testamento anteriormente confirmado por Deus, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não invalida, de forma a tornar inoperante a promessa.
18Pois se da lei provém a herança, já não provém mais da promessa; mas Deus, pela promessa, a deu gratuitamente a Abraão.
Note aqui que os verdadeiros objetos das promessas feitas a Abraão foram o próprio Abraão e o Messias que havia de vir. Não eram necessariamente promessas ao Israel racial, digamos. O fato do Israel racial ter recebido o Velho Pacto 430 anos depois de Abraão não anula a promessa feita a Abraão e sua semente (singular). A promessa não foi feita em base à lei ou obras. A lei foi apenas um pacto temporário que foi adicionado depois. Teve um começo 430 anos antes de Abraão e, para os que tem fé, um FINAL quando o Messias veio e cumpriu a promessa.
Gálatas 3:19-22 (João Ferreira de Almeida Atualizada)
19Logo, para que é a lei? Foi acrescentada por causa das transgressões, até que viesse o descendente a quem a promessa tinha sido feita; e foi ordenada por meio de anjos, pela mão de um mediador.
20Ora, o mediador não o é de um só, mas Deus é um só.
21É a lei, então, contra as promessas de Deus? De modo nenhum; porque, se fosse dada uma lei que pudesse vivificar, a justiça, na verdade, teria sido pela lei.
22Mas a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, para que a promessa pela fé em Jesus Cristo fosse dada aos que crêem.
Aqui finalmente vemos o propósito da lei. Não foi dada para invalidar promessas anteriores, mas para condenar-nos do pecado e mostrar a necessidade de um salvador. Como mencionado acima, qualquer falha nos coloca sob a ira do Deus justo do universo. A lei mostra que nenhum mediador humano jamais poderia salvar-nos dessa ira. Somente o próprio Deus pode nos salvar soberanamente. A lei demonstra mais do que qualquer coisa que estamos mortos em pecado e que não há absolutamente nenhuma forma que jamais pudéssemos ser declarados justos por nossos próprios méritos ou obras. A lei prova sem qualquer sombra de dúvida que salvação deve ser somente por graça, somente através da fé, somente em Jesus Cristo. A lei nos leva a Cristo e à Sua cruz. Mas veja, foi somente adicionada ATÉ que Cristo viesse. Quando estamos em Cristo já não estamos debaixo da lei.
Gálatas 3:23-29 (João Ferreira de Almeida Atualizada)
23Mas, antes que viesse a fé, estávamos guardados debaixo da lei, encerrados para aquela fé que se havia de revelar.
24De modo que a lei se tornou nosso aio, para nos conduzir a Cristo, a fim de que pela fé fôssemos justificados.
25Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixo de aio.
26Pois todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus.
27Porque todos quantos fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo.
28Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.
29E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa.
A palavra Grega “paidagogos”, que é traduzida como “tutor”, significa “condutor infantil”. Originalmente refería-se ao escravo que conduzia os meninos de casa para a escola. Esse era o propósito da lei. A lei mostra a nossa necessidade de um salvador, nos dirige a Cristo, e então deixa de ter sua função na vida do crente cheio do Espírito que está sob o Novo Pacto. Já não precisamos mais de um condutor! Deixe-me dizer outra vez, JÁ NÃO PRECISAMOS MAIS DE UM CONDUTOR! A Bíblia não poderia ser mais clara sobre isso. Se temos fé, não necessitamos mais do tutor. A lei não é baseada na fé e retornar à lei é algo contrário à vida em Espírito. É um feitiço! É uma tolice retornar à lei.
Esta passage é extremamente poderosa em provar que a lei esteve em efeito somente para os crentes do êxodo até Cristo (veja versos 17-19). Ela deveria anular de uma vez por todas a idéia de que a lei existia já antes do êxodo ou que continua a ser um tutor ou professor àqueles que vivem em Espírito.
No capítulo 8 começaremos a explorar o Novo Pacto e as implicações de estar sob um pacto que é realmente novo e diferente do velho.





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