quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Entendendo os Pactos de Deus – Capítulo 4 de 14


Original em inglês escrito por Chris Lee, publicado no website de Life Assurance Ministries http://www.lifeassuranceministries.org/studies/covenants/index.html 
Tradução livre e adaptada deste blog.

II Coríntios Capítulos 3 e 4

No capítulo anterior vimos que o Velho Pacto começou no Sinai e que foi feito com os que estavam ali vivos naquele momento do êxodo, não com os seus ancestrais. Também lemos a profecia de Jeremias profetizando um Novo Pacto que seria diferente do Velho Pacto. Neste capítulo, gostaria de começar a examinar como o Novo Pacto é fundamentalmente diferente do Velho Pacto.

Focalizaremos agora o nosso estudo na revisão do terceiro capítulo completo de II Coríntios e a primeira parte do capítulo 4. Em II Coríntios 3, Paulo se refere aos dois pactos como dois “ministérios”. Ele compara e contrasta o pacto “gravado em pedra” com o Novo Pacto. Conforme estudamos este capítulo, gostaria de recomendar o seguinte:


1.     Ore para que o Espírito Santo te ensine e te guie. Ore para que Ele te mostre a verdade e te livre de erros. Ore para que se haja qualquer véu espiritual cobrindo os seus olhos que o Espírito Santo o remova em Cristo.
2.     Leia cuidadosamente o capítulo 3 de II Coríntios para ter o contexto completo. Talvez seja interessante ler várias versões/traduções diferentes, porém que sejam de confiança.
3.     Agora, pegue um papel e um lápis. No topo do seu papel do lado esquerdo escreva “Velho Pacto”, e do lado direito “Novo Pacto” formando assim duas colunas. Conforme você lê II Coríntios 3 uma e outra vez, tome tempo para cuidadosamente fazer uma lista de tudo o que você aprender sobre cada pacto na coluna apropriada. Liste tudo mesmo que pareça insignificante.
4.     Revise a sua lista e ore sobre as coisas que o Espírito Santo tem lhe mostrado. Conforme novos pensamentos cheguem à sua mente, anote-os também.

II Coríntios 3:1-18 (João Ferreira de Almeida Atualizada)
    1Começamos outra vez a recomendar-nos a nós mesmos? Ou, porventura, necessitamos, como alguns, de cartas de recomendação para vós, ou de vós?
    2Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens,
    3sendo manifestos como carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne do coração.
    4E é por Cristo que temos tal confiança em Deus;
    5não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus,
    6o qual também nos capacitou para sermos ministros de um novo pacto, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica.
    7Ora, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fixar os olhos no rosto de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual se estava desvanecendo,
    8como não será de maior glória o ministério do espírito?
    9Porque, se o ministério da condenação tinha glória, muito mais excede em glória o ministério da justiça.
    10Pois na verdade, o que foi feito glorioso, não o é em comparação com a glória inexcedível.
    11Porque, se aquilo que se desvanecia era glorioso, muito mais glorioso é o que permanece.
    12Tendo, pois, tal esperança, usamos de muita ousadia no falar.
    13E não somos como Moisés, que trazia um véu sobre o rosto, para que os filhos de Isra desvanecia;
    14mas o entendimento lhes ficou endurecido. Pois até o dia de hoje, à leitura do velho pacto, permanece o mesmo véu, não lhes sendo revelado que em Cristo é ele abolido;
    15sim, até o dia de hoje, sempre que Moisés é lido, um véu está posto sobre o coração deles.
    16Contudo, convertendo-se um deles ao Senhor, é-lhe tirado o véu.
    17Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade.
    18Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.

Gostaria de recomendar uma vez mais que faça por você mesmo o exercício sugerido anteriormente. Creio que encontrará fascinante ver as suas descobertas no papel. Porém, se quiser ver como resultou a minha lista, aqui está:




Se a sua lista se parece com a minha, então acredito que você concordará que esta passagem é bastante chocante quando se separa e compara em detalhe os dois pactos.

O apóstolo Paulo não deixa dúvida quanto a qual é o pacto a que ele se refere. Ele claramente indica que é o pacto que foi “gravado em pedra”. Este só pode ser o Decálogo exatamente como mencionado em Deuteronômio 4:13, 9:10-11, 9:15, e 10:4. E mais, Paulo diz que o Velho Pacto, o Decálogo, “desvanece”! Não somente isso, mas ele se refere ao Velho Pacto como o “ministério da morte” e o “ministério da condenação”. Ele inclusive diz que “mata”!

Contraste isso com o Novo Pacto o qual dá vida, é muito mais glorioso, dá liberdade, e permanece depois que o Velho Pacto desvaneçe. Com base em tudo isso, sob qual pacto você quer estar?

Antes de encerrar este capítulo, voltemos uma vez mais aos últimos sete versículos do capítulo 3 de II Coríntios e continuemos com os 6 primeiros versículos do capítulo 4. Veja como o capítulo 4 flui do capítulo 3 e continua na mesma linha de pensamento.

II Coríntios 3:12-4:6 (João Ferreira de Almeida Atualizada)
    12Tendo, pois, tal esperança, usamos de muita ousadia no falar.
    13E não somos como Moisés, que trazia um véu sobre o rosto, para que os filhos de Israel desvanecia;
    14mas o entendimento lhes ficou endurecido. Pois até o dia de hoje, na leitura do velho pacto, permanece o mesmo véu, não lhes sendo revelado que em Cristo é ele abolido;
    15sim, até o dia de hoje, sempre que Moisés é lido, um véu está posto sobre o coração deles.
    16Contudo, convertendo-se um deles ao Senhor, é-lhe tirado o véu.
    17Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade.
    18Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.
    1Pelo que, tendo este ministério, assim como já alcançamos misericórdia, não desfalecemos;
    2pelo contrário, rejeitamos as coisas ocultas, que são vergonhosas, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; mas, pela manifestação da verdade, nós nos recomendamos ã consciência de todos os homens diante de Deus.
    3Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, é naqueles que se perdem que está encoberto,
    4nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.
    5Pois não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor; e a nós mesmos como vossos servos por amor de Jesus.
    6Porque Deus, que disse: Das trevas brilhará a luz, é quem brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo.

Note que Paulo diz que quando o Velho Pacto é lido o mesmo véu ainda permanece. Quando as pessoas se enfocam no Velho Pacto, o Decálogo, um véu espiritual impede que estes vejam a glória completa do Evangelho de Cristo. Paulo se refere aos que estão sob esse véu espiritual como “desfalecendo” e vai ainda mais adiante para dizer que é o “deus deste século” (Satanás) quem os está cegando.

Verdadeiramente, esta terrível advertência nos dá grande pesar pelos nossos amados amigos e familiares que pertencem à Igreja Adventista do Sétimo Dia. Se temos tal amor e pesar devemos orar calorosamente e regularmente para que eles sejam libertos dessa cegueira e que o véu espiritual que cobre os seus olhos seja removido da única forma que pode ser removido, em Cristo.

No próximo capítulo, continuaremos a comparar e contrastar o Velho Pacto e o Novo Pacto aprofundando-nos numa ilustração que responderá a pergunta de como devemos relacionar-nos com o Velho Pacto.

  

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